De El Nido a Coron: Ferry ou Avião

Não existe estrada de El Nido até Coron — a cidade de Coron fica em Busuanga, uma ilha separada do outro lado do Estreito de Linapacan — então a escolha é simples: pegar o ferry matinal cruzando mar aberto, ou voar pelos aeroportos pequenos. Para a maioria dos viajantes, o ferry é o padrão: ele sai da própria cidade, custa uma fração do voo e te deixa em Coron no começo da tarde em um dia normal. O avião existe para quem tem mais orçamento do que tempo — quando há assentos disponíveis. Veja como escolher, e como não se queimar com a única coisa que passa por cima das duas opções: o tempo.

Proa de um barco com balancim com corda enrolada se aproximando de um banco de areia com barcos ancorados perto de El Nido
Everything between El Nido and Coron happens by boat — including the trip itself. · Foto: Marek Ślusarczyk, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons

Ferry ou Avião em Resumo

FerryAvião
RotaPorto de El Nido → píer da cidade de CoronEl Nido (Lio) → aeroporto de Busuanga, depois ~30–45 min de estrada até a cidade
Tempo de porta a portaBoa parte de uma manhã, em um dia normalSalto curto — mas os transfers de aeroporto nas duas pontas consomem a economia
CustoEm contaCaro, quando há assentos
ConfiabilidadeDepende do tempo; suspenso com mar agitadoTambém sofre com o tempo, mas com menos frequência
FrequênciaSaídas diárias na temporada, em geral pela manhãLimitada e sazonal — confira os horários atuais
ReservaCom um dia ou mais de antecedência na alta temporadaCom a maior antecedência possível

Faltam de propósito nessa tabela: horários e tarifas exatos. Operadores, grades de horário e preços nessa travessia mudam com frequência suficiente para que qualquer número impresso aqui acabasse virando mentira — confirme a grade atual na hora de reservar, um ou dois dias antes de embarcar.

O Ferry: No Que Você Está Se Metendo, de Fato

Isto não é um passeio de bangka pulando de enseada em enseada. A travessia atravessa o Estreito de Linapacan — mar genuinamente aberto — e leva boa parte de uma manhã nos barcos rápidos, mais nas embarcações lentas. Em um dia calmo de amihan é uma viagem bonita e confortável passando por algumas das ilhas menos visitadas das Filipinas. Em um dia limítrofe, são algumas horas de balanço e respingos que viajantes propensos a enjoo lembram com nitidez. O kit prático: tome o comprimido contra enjoo antes de embarcar, mantenha os eletrônicos em uma bolsa estanque, leve o casaco (as cabines com ar-condicionado são frias, os conveses abertos são molhados) e ponha a sua bagagem onde você consiga ver.

Compre as passagens com pelo menos um dia de antecedência na alta temporada — do Natal a maio, quando os barcos realmente lotam — e reconfirme o horário de saída na tarde anterior. As saídas se concentram pela manhã, e as formalidades do porto (taxas de terminal, listas de embarque, carregamento) fazem valer a pena chegar bem antes do horário impresso. Acima de tudo: quem decide se os barcos zarpam é a guarda costeira, não o operador. Quando a ondulação aumenta, a travessia é suspensa, todo mundo espera, e nenhuma classe de passagem discute com isso.

Vista de uma crista cárstica recortada sobre um estreito com barcos de passeio ancorados abaixo, El Nido
Karst and open water north of El Nido — ferry country.

O Voo: Curto, Cênico, Escasso

Companhias pequenas já operaram o salto entre o aeroporto de Lio, em El Nido, e Busuanga de forma intermitente, e a disponibilidade muda de verdade conforme a temporada — em alguns meses dá para reservar, em outros nem é oferecido de jeito nenhum. Quando existe, são alguns minutos espetaculares sobre as mesmas ilhas que o ferry costura, por várias vezes o preço. Considere a viagem inteira, não só o tempo de voo: chegar a Lio, os horários-limite de check-in e o transfer de estrada de 30–45 minutos do aeroporto de Busuanga até a cidade de Coron do outro lado. O voo ganha quando você é propenso a enjoo, viaja nos meses de habagat, em que as travessias são suspensas, ou simplesmente tem poucos dias e bastante orçamento. Se as suas datas dependem dele, confira a grade atual antes de montar o roteiro — não depois.

A Manhã da Travessia

Como o dia realmente transcorre: reconfirme a viagem na tarde anterior — é quando as suspensões por mau tempo costumam ser anunciadas — e tome café da manhã antes de ir para o porto, não depois. Leve dinheiro em espécie para a taxa de terminal (pequena, mas só em dinheiro), tenha um documento com o nome que está na lista de embarque e esteja no terminal com folga em relação ao horário impresso de saída; o embarque é por conferência de lista, as bagagens vão sendo empilhadas e quem chega tarde negocia com a física, não com os funcionários. A travessia em si tem três atos: a saída abrigada da Baía de Bacuit com paredões cársticos dos dois lados, o meio aberto, onde o horizonte fica raso e o barco encontra o ritmo em que o estreito estiver naquele dia, e a longa aproximação de Coron pelas Calamianes — ilhas espalhadas, cercados de peixe, vilarejos de palafitas e, por fim, o próprio píer da cidade. Da porta de saída à pousada, reserve a manhã inteira para tudo isso e conte qualquer coisa mais rápida como bônus.

Ao chegar em Coron, os triciclos esperam os barcos e a cidade fica a minutos dali. Dê a si mesmo a tarde para se instalar e reservar os passeios de ilha dos dias seguintes — o Lago Kayangan, a Twin Lagoon, os naufrágios da Segunda Guerra Mundial que fazem a fama do mergulho em Coron — para os dias que vêm depois, com a mesma lógica de reservar os barcos cedo que você usou em El Nido.

O Tempo Manda em Tudo

Essa travessia é o elo mais exposto ao tempo de qualquer roteiro em Palawan. No amihan (mais ou menos de dezembro a maio) as suspensões são exceção; no habagat (de junho a outubro) elas são uma possibilidade real em qualquer semana, e suspensões de vários dias acontecem. O panorama sazonal completo está em Palawan mês a mês, mas as duas regras que valem gravar são estas: nunca marque o ferry para o dia anterior a um voo e, no habagat, trate Coron como um destino bônus, e não como um compromisso. Uma viagem suspensa com um dia de folga vira anedota; sem ele, vira uma conexão internacional perdida.

Táticas de Reserva Que Realmente Importam

Três formas de comprar o ferry: online com antecedência, pela sua hospedagem em El Nido, ou na bilheteria da cidade. O online garante o assento, mas te casa com uma data na rota mais sujeita ao humor do tempo em Palawan; as opções locais não custam nada em flexibilidade e deixam você olhar o céu primeiro. A nossa regra de trabalho com os hóspedes: nas semanas de pico de dezembro–maio, compre com um ou dois dias de antecedência, do jeito que preferir, porque os barcos realmente esgotam; no resto do ano, compre na véspera, depois da previsão da tarde. De um jeito ou de outro, conheça a política de remarcação do operador para suspensões por mau tempo antes de pagar — as práticas variam, e a hora de descobri-las não é num píer às 6:30 AM. E, diga o que disser a sua passagem, o dia de folga depois da travessia é o verdadeiro seguro; custa uma diária de hospedagem e salva roteiros inteiros.

Então: Ferry ou Avião?

  • Pegue o ferry se você estiver com qualquer tipo de orçamento apertado, as suas datas caírem na estação seca e você tiver deixado um dia de folga depois da travessia. É o que a maioria dos viajantes deveria fazer, e o que nós mesmos faríamos em quase toda viagem na estação seca.
  • Voe se a rota estiver operando nas suas datas e você for propenso a enjoo, estiver preso ao habagat, ou estiver trocando dinheiro por tempo de olhos abertos.
  • Deixe Coron para a próxima se ela fosse ganhar só um dia corrido. O nosso roteiro de 10 dias em Palawan apresenta o argumento honesto: Coron recompensa dois ou três dias, e El Nido vai absorver com prazer o tempo que você liberar.

Bom Saber

Quanto tempo leva o ferry de El Nido a Coron?

Conte com ele consumindo a manhã: embarque, a travessia em mar aberto e as formalidades de chegada. Os barcos rápidos são mais velozes que as embarcações antigas, e o estado do mar mexe mais no número do que o folheto — confirme o tempo atual do barco específico na hora de reservar.

Dá para fazer Coron como bate-volta de El Nido?

Não. A geometria não fecha — você passaria o dia inteiro em barcos para ter minutos em Coron. O mínimo realista é uma noite; a viagem que Coron merece é de dois ou três dias. Se isso não couber, veja a lógica de roteiro acima e guarde para depois.

A travessia é segura?

É uma rota regulamentada, supervisionada pela guarda costeira e operada diariamente na temporada — e o motivo de ela parecer segura é justamente que as viagens são suspensas quando as condições estão ruins. Respeite o sistema: construa o dia de folga em vez de se irritar com ele, e não embarque num barco em que a guarda costeira não embarcaria.

O ferry faz os dois sentidos todos os dias?

Na temporada, os barcos trabalham a rota nos dois sentidos na maioria dos dias, mas não presuma simetria — uma embarcação fora de posição depois de uma suspensão pode esvaziar a grade de um dos sentidos por um ou dois dias. Se a sua volta Coron→El Nido importa (digamos, ela alimenta a van para um voo em Puerto Princesa), reconfirme localmente com um dia de antecedência, exatamente como você fez na ida.

Que sentido devo fazer — de El Nido a Coron, ou de Coron a El Nido?

Os dois funcionam; escolha pelos seus voos. Vai voar para casa a partir de Manila? Coron por último funciona, com Busuanga como o seu aeroporto de saída. Vai sair por Puerto Princesa? El Nido por último deixa o trecho longo de estrada para o fim — veja acertar o horário da sua van para o seu voo para essa metade do plano.


O ferry sai cedo — então o verdadeiro primeiro passo é estar em El Nido na noite anterior, com a mala desfeita e tudo pronto. Reserve o seu transfer de Puerto Princesa a El Nido com chegada um dia inteiro antes da travessia, e o trecho mais exposto ao tempo da sua viagem herda a única coisa que o protege: folga.